• St√™ Arcanjo-CRTB-BR 5542

Alecrim - Rosmarinus Officinalis

Atualizado: Jun 28

Rosmarinus officinalis é o nome científico do Alecrim, e também possui vários nomes populares como, alecrim-de-jardim; alecrim; rosmarino; alecrinzeiro; alecrim-de-cheiro; alecrim-de- horta; erva- coada; flor-do-olimpo; rosa-marinha e rosmarinho.


Esta incrível planta é morfologicamente caracterizada por ser lenhosa, ereta, pouco ramificada de altura média de até dois metros, com folhas lineares, coriáceas e muito aromática. As flores azuladas-claras, pequenas e de aroma forte e muito agradável.


O alecrim √© datado na Hist√≥ria como planta sagrada pelos povos eg√≠pcios, romanos e gregos, que a utilizavam para purifica√ß√£o de t√ļmulos, casas de doentes, e celebra√ß√Ķes matrimoniais como s√≠mbolo de fidelidade. Para a tradi√ß√£o europeia, o alecrim traz paz para os vivos e mortos, al√©m de temperar de forma refrescante carnes para o consumo. Mostrando sua versatilidade na civiliza√ß√£o.


As folhas e flores s√£o utilizadas para a produ√ß√£o de √≥leos essenciais. S√£o originadas do litoral de pa√≠ses em volta do Mar Mediterr√Ęneo (Espanha, It√°lia, Gr√©cia, Norte da √Āfrica e na Dalm√°cia, uma regi√£o comum √† Hungria e √† √Āustria), e eventualmente, em outras regi√Ķes at√© 1.500 metros de altitude como no centro e no sul de Portugal, Ilhas Can√°rias, Ilha dos A√ßores e da Madeira. Tamb√©m cresce nativa em regi√Ķes da Turquia, L√≠bano e Egito, de terreno rochoso e arenoso. Seu clima √© temperado (ver√Ķes moderados e os invernos frios e seco) e de dias longos.


A sua ligação ao mar é bastante intensa, até no seu nome, Rosmarinus, está ligado ao seu habitat: ros marinus - rócio do mar, (orvalho do mar).


Um detalhe chama a atenção para essa planta, quanto ao solo. Ela é mais aromática quando ela é desenvolvida em solo pobre de nutrientes e com alto grau de salinidade (são naturais do litoral) ela produz mais metabólitos secundários para compensar a carência do solo.


Quanto a sua cultura, produção e colheita, a planta chega a sua maturidade com dois ou três anos de plantio, é colhida geralmente no verão (por ter mais teor de óleo essencial), no período antes ou logo no início da floração intensa, na parte da manhã entre as seis e dez da manhã.


Interessante que na colheita a planta não é totalmente removida, apenas a metade dos ramos com folhas, dessa maneira o alecrim consegue sozinho recuperar-se. Outra observação é que quando plantando em locais com muitas intempéries (geadas, frios intensos) e são danificadas, quase sempre elas rebrotam, sem a ação do homem.


A armazenagem necessita de recipientes herméticos, evitando que as folhas percam o bom aroma, destilando em alta capacidade vegetal.


Este alecrim que estamos falando √© da fam√≠lia bot√Ęnica LAMIACEAE, que tamb√©m fazem parte a Lavanda, Hortel√£, S√°lvia, Tomilho e Or√©gano.


Junto com as maravilhas do Alecrim, tem tamb√©m os quimiotipos ou ra√ßas qu√≠micas, que s√£o varia√ß√Ķes gen√©ticas, geogr√°ficas, de cultivo e colheita que afetam nos produtos feitos pelo metabolismo secund√°rio, deixando uma subst√Ęncia arom√°tica com maior evid√™ncia.


O que se sabe é que atualmente são sete quimiotipos de Alecrim da espécie Rosmarinus officinalis, são eles:

ūüĆŅO Qt1 (l√™-se quimiotipo um) o Alecrim C√Ęnfora, normalmente vindo da Espanha e que apresenta alto teor de c√Ęnfora, um estimulante mental.


ūüĆŅO Qt2, produzido na Fran√ßa, Inglaterra e √ćndia com maior teor de 1.8-cineol ou eucaliptol, denominado de Alecrim Cineol; poderoso expectorante e descongestionante.


ūüĆŅO Qt3, extra√≠do na Fran√ßa cujo ativo majorit√°rio √© a verbenona, o alecrim Verbenona, atua em problemas hep√°ticos e de ves√≠cula.


ūüĆŅQt4 Borneol, Qt 5 Pineno, Qt 6 Miceno, Qt 7 Acetato de Borneol, s√£o os raros de serem encontrados.


Outras plantas são também chamadas de alecrim, no entanto, não são dessa espécie, como o Alecrim do Cerrado (Baccharis dracunculifolia), brasileiríssima, chamada popularmente também de Alecrim do Campo ou Vassorinha, o Alecrim Selvagem (Eriocephalus racemosus), bem aromática e resistente a seca, e o alecrim pimenta (Lippia sidoides), além de brasileira, é também nordestina.


VAMOS CONHECER CADA UM DESSES QUIMIOTIPOS DOS ALECRINS - ROSMARINUS OFFICINALIS.


ALECRIM qt CINEOL Rosmarinus officinalis var. Cineoliferun


O Alecrim qt Cineol, especificamente √© portador de muitas mol√©culas arom√°ticas expressivas, uma delas √© o 1,8 cineol. H√° outras plantas (louro, eucalipto e melaleuca) que produzem essa mol√©cula tamb√©m em maior concentra√ß√£o, e ela serve para as fun√ß√Ķes de defesa e poliniza√ß√£o: √© t√≥xica para insetos e herb√≠voros e atraente para outros que a ajudam a disseminar sua esp√©cie.


Biologicamente o 1,8 cineol penetra no organismo defendendo-o e reequilibrando a homeostase (sa√ļde), pois ativa o sistema imunol√≥gico.


Ele tem sido muito estudado pela medicina tropical (doen√ßas que s√≥ existem entre os tr√≥picos de C√Ęncer e Capric√≥rnio), pois mata o pernilongo que causa a Leishmaniose, impede o Aeds aegypti (vetor que transmite a Dengue, Zika, Chikungunya e febre Amarela) de colocar seus ovos e inibem o crescimento e o desenvolvimento do Plasmodium falciparum, o parasita da mal√°ria.


Al√©m de reprimir a barata dom√©stica (Periplaneta americana), sim aquela que deixa tudo fedendo por onde passa e que faz a gente sair correndo de pavorūüėĪ.


A n√≠vel sist√™mico humano, o Alecrim qt Cineol, possui os tr√™s ANTI‚Äôs priorit√°rios. ANTIbacteriano, ANTIf√ļngico e ANTIviral. Mostrando que ele √© bem completo na prote√ß√£o do organismo contra os invasores mais comuns do nosso corpo.


E a melhor informa√ß√£o de todas, o 1, 8 Cineol penetra nas c√©lulas inibindo algumas subst√Ęncias (interleucina IL-1ő≤) e ativando o metabolismo de outras (√°cido araquid√īnico) para formar o fator de necrose tumoral TNF-őĪ, IL-1ő≤, tromboxano B2 e leucotrieno LTB4.


Traduzindo, o Cineol encontrado em v√°rias plantas e tamb√©m no Alecrim, encontra a c√©lula tumoral, a identifica sua funcionabilidade no organismo, como tamb√©m ajuda na produ√ß√£o do √°cido araquid√īnico que vai originar em fatores de apoptose celular (morte programada da c√©lula). Nesse caso ele sinaliza para c√©lula tumoral que ela tem que morrer, impedindo sua duplica√ß√£o para a forma√ß√£o de um tumor ou aumento dele. E talvez uma met√°stase (implanta√ß√£o de um foco tumoral √† dist√Ęncia do tumor original, decorrente da dissemina√ß√£o do c√Ęncer para outros √≥rg√£os).

.

.

ALECRIM qt C√āNFORA Rosmarinus officinalis var. Canforiferum


Este a mol√©cula cetog√™nica C√Ęnfora do Alecrim existe tamb√©m numa s√©rie de f√°rmacos j√° produzidos, na forma de pomadas para relaxamento muscular, queimaduras de sol, brotoejas, inflama√ß√Ķes articulares, entre outros.


Acredita-se que a famosa ‚Äú√Āgua da Rainha da Hungria‚ÄĚ, tenha sido feita atrav√©s desse tipo de Alecrim, pois a Rainha Isabel era septuagen√°ria e estava debilitada por fortes dores articulares, que foram extintas ap√≥s o uso desta √Āgua, e que at√© hoje √© comercializada.


A C√Ęnfora tem um cheiro forte e penetrante, gosto amargo e √© ligeiramente fria ao tato. Esta frieza prov√©m da sensa√ß√£o de refresc√Ęncia que a c√Ęnfora promove.


Sistematicamente, o Alecrim qt C√Ęnfora, promove um reflexo ativo de estimula√ß√£o circulat√≥ria e respirat√≥ria. Esse fen√īmeno de estimular o corpo atinge o sistema nervoso de modo significativo, permitindo mais objetividade e concentra√ß√£o.


Esta molécula tem se revelado como um excelente excitante em casos de parada cardíaca causada por doenças ou resultantes de febres infecciosas, tais como tifóide e pneumonia.


O uso da c√Ęnfora n√£o √© indicado para gr√°vidas, porque ela √© transplacent√°ria podendo causar alguma desregula√ß√£o para o feto, e ainda o risco de aborto.


Analisando os dados cromatogr√°ficos do Alecrim qt C√Ęnfora, dispon√≠veis na Enciclop√©dia do Robert Tisserrand, conclui-se que o 1,8 cineol tamb√©m aparece numa concentra√ß√£o quase id√™ntica √† c√Ęnfora nesta etiquetagem do √≥leo de alecrim.

.

.

ALECRIM qt VERBENONA Rosmarinus officinalis var. Verbenoliferum


A planta tem esse desenvolvimento bioqu√≠mico na regi√£o de C√≥rsega e Sul da √Āfrica, onde seu cultivo √© apresentado de forma selvagem.


Estudos desde década de 80 apontam que as plantas da área de Córsega apresentavam cerca de 29% a 37% verbenona.


Nas plantas, essa biomol√©cula √© considerada um ferom√īnio de ocorr√™ncia natural gerada por besouros a partir de um precursor de resina de √°rvore, a őĪ-pineno.


Uma caracter√≠stica diferente dos demais alecrins, √© que o Alecrim qt Verbenona, √© tamb√©m acaricida, ou seja, ajuda no combate aos √°caros. Mais um aliado para a higieniza√ß√£o da casa principalmente nos travesseiros e colch√Ķes onde esses ‚Äúbichinhos‚ÄĚ concentram-se ainda mais.


Estudos tem mostrado que esse quimiotipo, reduz as mortes das células neurais do hipocampo. Vale salientar que as células do nosso sistema nervoso quando morrem, não são substituídas, causando a longo prazo perdas na capacidade neural.


Outra informa√ß√£o penitente √© que o bioativo verbenona (VRB) √© antinocicep√ß√£o, traduzindo, ele reduz a capacidade de perceber a dor sendo importante componente para o organismo, quando est√° envolvido em situa√ß√Ķes de emerg√™ncia.


√Č um quimiotipo seguro para usar com beb√™s, crian√ßas, gr√°vidas, lactantes e pacientes neurologicamente afetados.

.

.

ALECRIM qt BORNEOL Rosmarinus officinalis borneliferum


O quimiotipo Borneol é produzido no sudeste asiático, especificamente em Bornéu na Indonésia, por isso seu nome Borneol.


Na medicina tradicional chinesa a palavra borneol tamb√©m significa um composto de ervas que possui essa subst√Ęncia. √Č usado em v√°rios processos qu√≠micos como catalisador ou para produzir outras subst√Ęncias.

As caracter√≠sticas da mol√©cula borneol puro s√£o: cristalino, esbranqui√ßado formando pequenos cristais irregulares, seu nome chin√™s √© derivado das palavras ‚Äúgelo‚ÄĚ e ‚Äúfatia‚ÄĚ. Agora voc√™s entendem a foto, n√£o √©?


O borneol tem sido estudado para auxiliar os odont√≥logos quanto as suas propriedades farmacol√≥gicas e import√Ęncia terap√™utica. Ainda est√£o na fase inicial, mas j√° se sabe que o borneol auxilia como bactericida, analgesia, antineopl√°sico (destr√≥i c√©lulas cancer√≠genas e impede a dissemina√ß√£o de tumores).


Tem se observado em pacientes que utilizam de forma cr√īnica a morfina, que o bioativo borneol reduz o dano ao DNA feito pelo sedativo nas √°reas mesol√≠mbicas, protegendo as c√©lulas. Al√©m de ser efetiva em pessoas antiadictivas (que possuem algum tipo de v√≠cio).


Como um √Ālcool Terp√™nico, √© antimicrobiano, antivir√≥tico e antif√ļngico.


O óleo essencial de Alecrim qt Borneol não é achado no mercado de Aromaterapia, é raríssimo.


Em sua composi√ß√£o bioqu√≠mica, encontramos tamb√©m o acetato de borneol, um √©ster terp√™nico. Eu s√≥ encontrei informa√ß√Ķes sobre esses dois quimitipos no Essential Oil Safety, do Tisserrand.

.

.

ALECRIM qt PINENO Rosmarinus officinalis var. pineliferum


O pineno, mais precisamente o őĪ-pineno (l√™-se ALFA pineno) √© muito presente na resina das con√≠feras (gimnospermas), t√≠pico dos pinheiros (por isso o nome) e dos alecrins.


Possui o aroma característico das duas plantas, além do amadeirado encontrado no eucalipto, manjericão e sálvia.


Para a obtenção desse composto, se utilizam folhas, frutas, sementes e caules.


Na medicina, tem se evidenciado no aux√≠lio aos dist√ļrbio intestinais, com propriedades miorelaxante (m√ļsculos) do tecido duodenal (por√ß√£o inicial do intestino delgado), e que tratam queixas respirat√≥rias, como a asma na fun√ß√£o de broncodilatador poderoso. Tamb√©m eficaz na bronquite infecciosa viral.


Esse quimiotipo se distingue dos demais por estar presente em diversas esp√©cies de plantas cannabis, formando compostos como o tetrahidrocanabinol (THC) e o canabidiol (CBD), ambos indicados no tratamento de esclerose m√ļltipla em adultos.


E tem se mostrado um importante componente antimicrobiano espec√≠fico, contra o Streptococcus mutans, agente causador da c√°rie e outros problemas bucais, e Escherichia coli, que pode causar gastroenterites, uretrites, prostatite, pneumonia entre outras infec√ß√Ķes.


√Č mais um quimiotipo encontrado no Alecrim mas raramente comercializado.

.

ALECRIM qt MIRCENO Rosmarinus officinalis var. Mirceno


O √ļltimo quimitipo de alecrim, da planta Rosmarinus, √© o Mirceno.


Seu bioativo, tamb√©m encontra-se presente na cannabis (o √≥leo da maconha mesmo), Ylangue-Ylangue, cardamomo e l√ļpulo.


Ele puro, tem caracter√≠stica de um l√≠quido oleoso, de cor amarelada, odor agrad√°vel t√≠picos dos terpenos, contribui para o amargo das cervejas (l√ļpulo).

√Č participante celular na s√≠ntese de vitamina A e E, e seu principal detalhe √© que ele age na biotransforma√ß√£o de drogas. Traduzindo, ele age no corpo, quebrando subst√Ęncias t√≥xicas absorvidas em outras de menor toxicidade e em geral sol√ļveis em √°gua.


Vamos exemplificar: pessoas que est√£o em tratamento de alguns c√Ęnceres como o de mama, leucemias, ov√°rios, pulm√£o e doen√ßa autoimunes com progress√£o avan√ßada, tomam um f√°rmaco quimioter√°pico chamada ciclofosfamida que em combina√ß√£o com outras drogas realizam o tratamento quimioter√°pico. A mol√©cula de mirceno, age diminuindo a toxicidade dessa droga ao longo de todo o corpo. Uma vez que a quimioterapia atinge toda a extens√£o celular do indiv√≠duo.


Atua como biotransformador tamb√©m, em barbit√ļricos, antes usados em seda√ß√£o do sistema nervoso central (SNC), tem sido abandonado o seu uso por conta da alta depend√™ncia e o risco de efeitos secund√°rios.


Estes são os Alecrins que encontramos da espécie Rosmarinus officinalis.


Voc√™ gostou? Ficou com alguma d√ļvida? Em nossa ArūüíßmaEscola temos apoio pedag√≥gico aos nossos alunos, pelo whatsapp - Clica aqui para tirar suas d√ļvidas ūüďö


E se você quiser ser atendido por uma Aromaterapeuta, para tratar suas queixas, fale comigo, a Stê, Terapeuta Holística.



#aromaescola #amordemaynha #lojaamordemaynha #cursosamordemaynha #stearcanjo #aromatologia #oleosessenciais #biologia #biologiadasplantas #fotossintese #plantas #natureza #natural #bot√Ęnica #aromaecologia #terapias #aromaflix #estudos #bioaromatologia #fotossintese #metabolismosecundario #oe #alecrim #planta

62 visualiza√ß√Ķes
  • Loja Virtual Arom√°tica
  • WhatsApp da Loja Arom√°tica
  • Instagram da Loja Arom√°tica
  • WhatsApp da AromaEscola
  • Instagram da AromaEscola
  • FanPage Arom√°tica
  • Twitter Arom√°tico
  • YouTube Arom√°tico

Entre para nossa lista e receba conte√ļdos exclusivos e com prioridade.

© 2023 por Stêffani Arcanjo, Aromatóloga - CRTH-BR 5542. Orgulhosamente criado com Wix.com para Amor de Maynha Aromaterapia

  • Loja Virtual Arom√°tica
  • WhatsApp da Loja Arom√°tica
  • Instagram da Loja Arom√°tica
  • WhatsApp da AromaEscola
  • Instagram da AromaEscola
  • FanPage Arom√°tica
  • Twitter Arom√°tico
  • Branca √≠cone do YouTube